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Conheça a história de Afonso Raso, um apaixonado pelo América-MG

Qual é a cor da sua paixão? A do advogado Afonso Celso Raso é, sem sombra de dúvidas, verde e branca: cores do América Futebol Clube. Sua história com o time começou aos 4 anos. Hoje, com 84, Raso guarda um acervo de milhares de coisas relacionadas ao Coelho. Em sua coleção, existem mais de 50 camisas, dezenas de pastas de fotos, inúmeras medalhas e mais de 40 troféus.

Fui recebida pelo advogado, em sua casa, para conhecer mais de seu acervo e da história do América. A verdade é que fiquei espantada com a riqueza de informações. O torcedor possui documentos de quando o time dava seus primeiros passos.

Afonso explica como conseguiu todos os itens do acervo. “Eu tinha um secretário que guardava muita coisa. Quando o América mudou de prédio, não tinha sede e nem onde ficar, eu trouxe tudo para minha casa no intuito de proteger. Eu tenho, aqui, a história do clube e cuido com muito carinho”.

O torcedor apaixonado revela que pretende devolver todos os itens para o clube um dia. “Vou doar tudo para o time, assim que ele tiver condições de guardar sem que estrague. Há muitos documentos, atas, troféus e medalhas originais. Um patrimônio que, no futuro, sei que será muito importante”.

Toda uma vida
Afonso, inclusive, conta um pouco sobre a sua trajetória dentro do clube. “Comecei nadando, quando era criança, depois fui para o futebol juvenil, mas, quando chegou o profissional, minha mãe não queria me deixar seguir. Ela queria que eu estudasse. O América perdeu um zagueiro, porém a Justiça ganhou um advogado. Depois disso, joguei basquete e futebol de salão”.

Além de participar como atleta, Afonso também fez parte da diretoria do time. “Fui presidente por cinco vezes. Em 1960, completei o mandato do Wilson Gosling, depois fui eleito em 1985, 1994, 2002, 2009 e, posteriormente, em 2015”. De todos os mandatos, ele destaca o de 1985. “Essa diretoria revolucionou o América. Não tínhamos nem campo para treinar”, revela.

Ele destaca a importância do time para sua vida. “O América faz parte da minha trajetória. Toda a minha educação cívica e esportiva foi dentro do clube. Tenho uma longa carreira ligada a ele. Hoje, sou presidente do clube e me orgulho muito de ter essa conexão com o Coelho”.

Impulso para decolar
O torcedor acrescenta que, hoje, o time precisa de ajustes. “O América é um avião que está parado na pista. Precisamos decolar e não parar mais. No entanto, falta estrutura financeira para não depender de terceiros. No que se refere a lucros, o Coelho vive um disparate se comparado a outros clubes. Enquanto ele arrecada R$ 3 milhões, o Galo e o Cruzeiro arrecadam R$ 70 milhões”.

Para ele, esse desnível é prejudicial. “Teremos que enfrentar os dois times pelo Campeonato Mineiro e isso é muito difícil. Sempre lutei para que uma parte da venda da competição fosse dividida em partes iguais, porque há outras formas dos clubes arrecadarem dinheiro. Uma delas é a publicidade, mas, nesse caso, um time tem mais força que o outro”.

Natália Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.