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Começa o mata-mata do melhor basquete do mundo

Cavaliers foi o campeão da temporada 2015/2016

Um campeonato que consegue reunir os melhores jogadores do mundo. Assim, pode ser definido a National Basketball Association (NBA), a principal liga de basquete dos Estados Unidos. Ela é formada por 30 franquias, sendo que uma do Canadá – o Toronto Raptos –  e dividido em duas conferências: Leste e Oeste.

Com uma temporada longa, que começou no dia 26 de outubro do ano passado, os times já jogaram 82 vezes e a equipe que chegar até a final irá disputar, pelo menos, mais 16 partidas.

A temporada da NBA é dividida em três partes: a regular, os playoffs e as finais. Na primeira, todos os times, independente da conferência, jogam contra si, sendo que alguns podem se enfrentar três ou quatros vezes. É nesta etapa que define-se os oito melhores que irão disputar a fase seguinte, os playoffs, conhecido no Brasil como “mata-mata”, que começa esta semana.

Neste segundo momento, as equipes que conseguiram ser os melhores colocados da conferência se enfrentam em séries de “melhor-de-sete”, sendo que o primeiro colocado enfrenta o oitavo, o segundo jogará contra o sétimo e, assim, sucessivamente.

Os playoffs definem os vencedores de cada conferência que irão se enfrentar, novamente, em uma nova série de “melhor-de-sete” para definir qual equipe será a campeã nacional. A última temporada (2015/2016) consagrou o Cleveland Cavaliers, que venceu o Golden State Warriors, em um confronto definido no sétimo jogo e com uma cesta no final da partida.

Para esta temporada, o jornalista Lucas Ribeiro Jacovini, que acompanha a NBA há 8 anos, acredita que os playoffs serão bastante disputados. “Acho que vai ser muito bom, principalmente na Conferência Leste. No Oeste, pelo menos na primeira rodada, os confrontos têm grandes favoritos (Spurs, Warriors e Rockets) e o único confronto com grande equilíbrio deve ser Clippers x Jazz. Já no Leste é equilíbrio total em quase todos os confrontos. Cleveland pode passar fácil na primeira rodada, apesar de não estar em um momento tão bom, mas todas as outras séries devem ser bem equilibradas”.

Ele espera uma nova final entre os Cavaliers e Golden State. “Quando Durant machucou, até achei que o Spurs teria chance de eliminar os Warriors, mas parece que ele vai voltar ainda na temporada regular. Se nenhum dos dois times tiver contusões sérias, acho que teremos a mesma final da temporada passada”.

Essa é a mesma expectativa do ala do time de basquete do Minas, Pedro Macedo. “Tenho mais convicções de que os Cavs estarão na final. Os Warriors tem um time de tradição incomodando, o Spurs está em segundo na Conferência. Mas, pelo jogo que vi entre os dois, acho que a final será mesmo entre os times do Lebron (Clevand) e do Curry (Golden State).”

Pedro conta que começou a acompanhar a liga americana há 10 anos e foi após as finais de 2007 que decidiu praticar. “Sempre fui grande e o meu pai me incentivava a fazer um esporte. Comecei a me identificar e gostar mesmo da modalidade na final entre os Cavs e Spurs e, após isso, fui jogar basquete”.

Na quadra

Luiz Franca, estudante de engenharia, já foi a uma partida da NBA quando estava fazendo intercâmbio no país. Apesar de não ser muito fã de esportes, ele conta que não ia perder a oportunidade de ver os melhores jogadores de basquete do mundo. Franca diz que escolheu a cidade de Indianápolis para acompanhar ao jogo, devido a proximidade com o local onde estava estudando. “A surpresa começou quando cheguei e vi que a cidade estava lotada pelo “Final Four”, a disputa entre os finalistas do basquete universitário. Tinham vários shows acontecendo e bares totalmente enfeitados com os emblemas dos times. Era impossível não entrar no clima do jogo”.

Apesar do Indiana Pacers não ter feito uma boa campanha naquele campeonato, o estudante destaca que o estádio estava lotado e que o pré-jogo era um espetáculo à parte. “O clima era legal, tinham vendas de comida no anel externo atrás da arquibancada. Antes do jogo vieram as líderes de torcida fazer sua apresentação. Foi bem animado, eu gostei bastante. Elas eram lindas e empolgavam a torcida, eu me senti nos filmes americanos. Outro show foi a entrada dos jogadores em quadra. Cada um deles era anunciado e mostrado nos quatro telões no centro do ginásio, fazendo com que todos pudessem ver com maior qualidade. Haviam alguns fogos na quadra e todos gritavam bastante”.

Franca finaliza afirmando que o Brasil precisa aprender a tratar melhor os torcedores. “Vi que é uma estrutura que ainda estamos longe de ter aqui. Apesar de não conhecer a fundo o basquete, foi um jogo bem legal, aproveitei bastante, o evento me deixou satisfeito e com vontade de ver outros”.

        

Tabela de confrontos dos playoffs da NBA

Conferência Leste Conferência Oeste
Clevand Cavaliers x  Miami Heat Golden State Warriors x Portland Trail Blazers
Boston Celtics x Chicago Bulls San Antonio Spurs x Memphis Grizzlies
Toronto Raptors x Atlanta Hawks Houston Rockets x Oklahoma City Thunder
Washington Wizards x Milwaukee Bucks Utah Jazz x Los Angeles Clippers