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90% das mulheres sofrem com os sintomas da TPM

Dizem que mulher é sexo frágil, mas se quem falou isso soubesse o que a maioria de nós sente na tão temida Tensão Pré-Menstrual (TPM), mudaria logo de ideia. Vários são os sinais: cólica, inchaço, ansiedade, dores por todo o corpo, desânimo e por aí vai. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 90% das mulheres sofram com esses sintomas, que são comuns de uma a duas semanas antes do período menstrual.

De acordo com o ginecologista e diretor de assuntos comunitários da Associação de Ginecologista e Obstetra (Sogimig), Márcio Alexandre Rodrigues, a TPM se caracteriza por uma queda hormonal que antecede a menstruação. “Quando a mulher não engravida, ela descama em forma de menstruação, e caso haja fertilização – gravidez – ela mantém o nível hormonal e não apresenta os sintomas”.

Esta repórter fez uma pergunta nas redes sociais: O que vocês sentem na TPM? Mais de 100 mulheres responderam. E, com base nelas, foi possível constatar que: a Tensão Pré-Menstrual é mais agressiva em algumas mulheres do que em outras. É o que explica o ginecologista ao dizer que essa é uma questão muito individual. “Existe os sintomas simples, que são dor de cabeça, edema nas mamas e no abdômen, dor nas pernas. E, até mesmo, alterações do humor e irritabilidade”.

No entanto, Rodrigues alerta que alguns casos requer atenção. “Se a mulher tem mais sintomas psicológicos do que físicos, isso pode ser caracterizado como Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, que demanda uma série de questões para ser diagnosticado. Além disso, se a mulher perceber que seus sintomas estão aumentando, mudando muito ou se estendendo para além do período, é importante procurar um médico”.

O ginecologista acrescenta que o normal é a mulher sentir as alterações de humor até duas semanas antes do período, mas os sintomas físicos devem surgir de 48h a 24h antes. “A melhor maneira de saber se está tudo certo, é observar os sinais mensalmente. Se houver alguma alteração, a própria mulher irá notar”.

Ele conclui dizendo que mudanças de hábitos podem reduzir a gravidade da TPM. “É preciso evitar alimentos muito gordurosos, além da ingestão de bebida alcoólica e o tabagismo. As pessoas precisam entender que a reeducação alimentar é a chave para muitos problemas. Fora isso, a mulher deve praticar exercícios físicos regularmente”.

Homeopatia
Vários são os tratamentos usados para diminuir os sintomas da TPM. Um deles, é a homeopatia. A terapeuta homeopata e coordenadora do curso de Formação em Ciência da Homeopatia do Instituto Tecnológico Hahnemann, Eliete Fagundes, esclarece o diferencial de um tratamento homeopático. “Este método trata diretamente a causa do problema e não os sintomas em si”.

Ela adiciona que é um procedimento menos agressivo. “A homeopatia trata o histórico. E como a medicação é feita por meio da configuração eletromagnética do elemento químico, não gera os efeitos colaterais do tratamento alopático – convencional”.

De fato, a delicadeza do tratamento homeopático foi o que fez a jornalista Maria Melo optar pelo método, não só para TPM, mas também para outros problemas. “Prefiro a homeopatia por ser natural. Já tratei o meu filho com sinusite. Inicialmente, comecei a usar para melhorar minha TPM que era muito forte. Os remédios homeopáticos foram muito mais eficientes que os outros, tanto que notei a diferença em um mês. Hoje, quase não sinto mais os sintomas e muito menos efeitos colaterais”.

A terapeuta homeopata ressalta que a homeopatia transforma a vida da pessoa. “O problema é solucionado. É claro que não é um passe de mágica, é preciso ajuda do paciente, além de mudanças de hábito, como alimentação e exercícios físicos. O tratamento não agride o corpo da mulher. Hoje, há inúmeros problemas relacionados ao período menstrual. A alopatia tem como solução, muitas vezes, retirar o útero e os ovários. E isso não é uma opção na homeopatia”, conclui.

Nat Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.