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Campanha para eleição da AMM movimenta os bastidores políticos

Antônio Júlio atuou forte nos bastidores

O prefeito de Moema, Julvan Rezende Araujo Lacerda (PMDB), delegado licenciado da política federal, será o futuro presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM-MG), entidade que representa mais de 800 municípios mineiros. É a primeira vez em décadas que a entidade será comandada por um representante de uma cidade pequena. Mas, antes de um acordo para eleição em chapa única, os debates foram intensos. Dois atores foram fundamentais para se chegar a este entendimento: o vice-governador Antônio Andrade e o ex-prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, por sinal, o atual e o ex-presidente do PMDB.

Na realidade, os peemedebistas já iniciaram a corrida com larga vantagem: eles elegeram, no último pleito, exatos 169 prefeitos. A partir desta realidade, tiveram condições de bancar a candidatura de Julvan Rezende. No princípio do embate, eram seis chapas, cada uma ligada a determinado núcleo político, especialmente o PSDB e PT. Um dos nomes mais comentados era o de Wander Borges, prefeito de Sabará. Porém, com o passar do tempo, a discussão foi se encaminhando para um acordo.

O resultado de tudo foi que o presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, teria convencido Wander Borges a desistir de sua pretensão para tornar-se vice-prefeito na capa do PMDB. Borges é filiado ao PSB, partido de Marcio Lacerda. Os demais e principais cargos da Mesa Diretora da futura diretoria da AMM será composta, basicamente, por representantes do PSDB e do PT. A figura do governador Fernando Pimentel (PT) foi poupada nesse embate. Na verdade, alguns políticos ligados a ele atuaram buscando um consenso, mesmo porque, o chefe do Executivo pretendia atuar ativamente em uma disputa que sabidamente, envolve uma enorme gama de interesse e conflitos regionais.

No entanto, existem figuras que se sentiram tentadas a participar da peleja, embora nitidamente foram aliadas ao processo. Um desses nomes é o do ex-governador Newton Cardoso, completamente afastado da convivência cotidiana com o vice-governador Antônio Andrade, mesmo sendo eles reconhecidos caciques do PMDB mineiro.

No final de tudo houve uma enorme aglutinação de partidos em torno da candidatura de Julvan Rezende. Entre eles, o PMDB, partido do candidato, PSDB, PT, PDT, Partido Progressista, PTB, PSB e muitas outras agremiações menores.

A ratificação da chapa única será durante mais um Congresso Mineiro de Municípios, que acontece no próximo mês, no Expominas.