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Parques municipais são refúgios na capital mineira

Parque Jacques Cousteau está localizado no bairro Betânia, na Região Oeste (Foto: divulgação)

Um local para as pessoas relaxarem e ter contato com a natureza: essa é a proposta dos parques municipais de Belo Horizonte. A cidade possui atualmente 70 áreas verdes, segundo informações da Fundação de Parques Municipais (FPM), porém, esses lugares não são divididos de maneira igualitária pela regiões: a Centro-Sul possui 18 parques; Nordeste e Pampulha contam com 15 áreas; na Oeste tem 11; Norte e Venda Nova possui cinco; Barreiro dispõe de quatro e a Noroeste com apenas dois.

Algumas áreas verdes podem ser considerados uma “pedaço de mata” dentro da capital, pela beleza, cuidado e apresso que a população tem com o local. Porém, nem todos recebem os cuidados necessários.

Visitas

A reportagem visitou parques e selecionou alguns para comentar. O Parque Municipal Américo Renné Giannetti, conhecido popularmente, como Parque Municipal, está localizado no hipercentro de BH, ao lado da principal avenida da cidade, a Afonso Pena. Ele foi inaugurado em setembro de 1897, antes mesmo da capital, e conta com uma área de 182 metros quadrados. O local é ótimo para descansar após um desgastante dia de trabalho, pois ele encontra-se bem conservado. Outra atração à parte é os brinquedos infantis que estão lá a pelo menos 80 anos.

Por estar em uma região central, o parque abriga diversas pessoas em situação de rua, que passam o dia no local e tem que sair à noite quando o lugar é fechado. O Municipal também está com uma população grande de gatos e a cada dia mais cresce, pois encontram no local o seu alimento “preferido”: ratos.

Outro belo parque é o da Mangabeiras. Localizado ao pé da Serra do Curral, ele foi projetado pelo paisagista Burle Marx e conserva 59 nascentes do Córrego da Serra, que integra a Bacia do Rio São Francisco, e uma fauna diversificada, além de uma pista de skate e um parque esportivo.

O Mangabeiras, por ser um dos mais belos da cidade e ter um localização privilegiada, sempre recebe eventos em seu estacionamento. As festas que acontecem lá são ótimas, porém inacessível para a maioria da população, pois os ingressos e as bebidas têm valores altos.

O Parque Jacques Cousteau é o mais encantador de Belo Horizonte. Ele, além de ter um paisagismo diferenciado, possui uma ótima história: foi construído sobre um lixão, onde jogaram-se resíduos por 20 anos e que foi desativado em 1971. Localizado no Betânia, atualmente o local produz mudas de diversas plantas que são enviadas para todos os parques da capital.

Atualmente, tanto o Jacques Cousteu quanto o Mangabeiras estão fechados, por tempo indeterminado, devido à suspeita de contaminação por febre amarela após a morte de macacos.

Outro lado

Entrada do Parque das Águas está totalmente abandonada (Foto: Carol Costa)
Entrada do Parque das Águas
está totalmente abandonada
(Foto: Carol Costa)

Se os parques acima são bem cuidados e prazeroso para se passar um tempo, há na capital outros que nem deveriam ser chamados como tal. Durante visita da reportagem, flagramos áreas mal cuidadas no Parque Ecológico Roberto Burle Marx, conhecido como Parque das Águas, localizado no Barreiro. Também observamos no Guilherme Lage, Maria do Socorro Moreira, Vila Pinho e no Ecológico do Bairro Universitário pessoas usando drogas.

A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria da Fundação de Parques Municipais, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Serviço

Parque Municipal: Av. Afonso Pena, 1377 – Centro.

Parque das Mangabeiras: Av. José do Patrocínio Pontes, 580 – Bairro Mangabeiras.

Parque Jacques Cousteau: Rua Augusto José dos Santos, 366 – Bairro Betânia.

*Ambos os locais funcionam de terça-feira a domingo, das 8h às 18 horas.