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Setor de shoppings centers prevê faturamento de R$ 166 bi em 2017

Shoppings

Mesmo com as dificuldades econômicas, os resultados e expectativas do setor de shoppings centers são promissores, pois a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), prevê um crescimento de 5% no segmento, R$ 16 bilhões em investimentos e R$ 166 bilhões em vendas, além da interiorização que tem ganhado força devido às facilidades para os grandes empreendimentos.

Em 2016, o faturamento foi de R$ 157,9 bilhões, enquanto que no ano anterior o setor faturou R$ 151,5 bilhões, representando 19% nas vendas em relação ao varejo nacional. A diretora de operações da Abrasce, Adriana Colloca, apresentou dados do cenário brasileiro e segundo ela, o ano passado foi de crise com o Produto Interno Bruto (PIB) reduzido e incertezas no campo político que influenciaram de muitas formas a confiança do consumidor e dos empresários. “São diversas as variáveis que afetam o desempenho dos shoppings como, renda familiar, inflação, juros altos etc. Isso prejudica o poder de compra e os investimentos”, afirma.

De acordo com a associação, a indústria dos shoppings continua em pleno desenvolvimento no Brasil. O país, até o final de 2016, contabilizou 558 shoppings em funcionamento, sendo que mais de 20 foram inaugurados no ano passado. A região Sudeste é a que tem mais empreendimentos desse porte, somando 300 shoppings, sendo 47 em Minas Gerais, consequentemente, o seu faturamento também foi o maior: R$ 87 bilhões, o segundo melhor desempenho foi na região Nordeste, com R$ 25,8 bilhões, seguido pela região Sul (R$ 18,17 bilhões), Centro-Oeste (R$ 13,5 bilhões) e Norte (R$ 6,9 bilhões).

Em 2015, a pesquisa computou que os shoppings brasileiros receberam cerca de 444 milhões de visitas por mês. Outro ponto importante é a segmentação: 89% dos shopping centers brasileiros são empreendimentos do tipo tradicional e 11% especializados (outlet, lifestyle e temáticos), destes, 15% são outlets.

Novos ares

Um fato recorrente e comentado pelo presidente da Abrasce, Glauco Humai, é que a interiorização do setor é crescente devido aos menores custos de aquisição de terreno, construção mais barata, facilidade na obtenção de licenças de funcionamento e menor concorrência. Hoje, de acordo com o censo Abrasce 2015-2016, 67% dos centros de compras inaugurados em 2015 estão concentrados no interior e em regiões metropolitanas.

Outro ponto positivo para o setor é a geração de empregos, estima-se que haja mais de 1 milhão de empregos diretos nos shoppings brasileiros (aumento de 5,5%). Até janeiro deste ano foram contabilizados 1.016.428 cargos.

Expectativas do setor para 2017

  • Inauguração de 30 shoppings
  • Crescimento de 5%
  • Investimento de R$ 16 bilhões
  • Faturamento de R$ 166 bilhões
  • 52 mil novos postos de trabalho
    Fonte: Abrasce

Empreendimentos

Segundo dados da Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop), 19 shoppings abertos, em 2016, iniciaram as atividades com apenas 50% da capacidade de ocupação. Dois grandes shoppings inaugurados em Betim, nos últimos anos, também deram início às atividades com certa timidez, hoje, os lojistas e a administração dos malls investem em atrativos para o público, como teatro, shows, exposições e recreação. Nas redes sociais dos empreendimentos é possível perceber o aumento no número de visitantes.

No bairro Prado, em Belo Horizonte, desde 2015, há rumores que o espaço onde está localizado o Centro Universitário Estácio de Sá de Belo Horizonte dará lugar a um shopping, de forma que a faculdade funcionaria dentro do mall. Estudantes e professores da instituição comentam sobre o assunto, mas eles não têm certeza do que irá acontecer. A assessoria de imprensa da instituição foi procurada para esclarecimentos e enviou a seguinte nota, assinada pelo diretor-geral e reitor do Centro Universitário Estácio de Belo Horizonte, Juciê Abreu. “O Centro Universitário Estácio de Belo Horizonte não foi procurado oficialmente por nenhum empreendedor até o presente momento e seu contrato de locação do imóvel, localizado no bairro Prado, está em vigência”.

Ariane Braga
Apaixonada por animais, mercado econômico e educação. Tem 29 anos, graduou-se em jornalismo e cursou MBA em marketing na Unopar. Tem experiência de mais 8 anos na área de comunicação e marketing, com a elaboração de projetos, assessoria de imprensa, redação e edição de jornais e revistas, planejamento e monitoramento de mídias sociais, comunicação interna e fotografia.