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Lista de nomes que estarão fora da disputa pelo governo de 2018 não para de crescer

Patrus Ananias

Quando chegar o ano de 2018, muitos nomes da política mineira vão ficar no esquecimento em relação à disputa pelo Governo do Estado. Essa é avaliação de pessoas e jornalistas que atuam no segmento. Tudo tem a ver com o grau de exigência mais aguçada dos eleitores, especialmente, diante da facilidade de informações por meio da internet, onde as ações erradas de cada um desses políticos sempre aparecem em tempo real. Ainda por cima, existem aqueles que dão sinais de desgaste, às vezes, por conta do longo tempo de exposição perante a opinião pública.

Quem é quem?

Neste cenário dos dias atuais, o estilo “trator” de Newton Cardoso, certamente, não teria respaldo da juventude. Ele já foi governador de Minas em épocas passadas e depois tentou voltar ao Palácio da Liberdade, sem sucesso. Agora ele está, paulatinamente, passando o bastão para seu filho, Newton Cardoso Júnior, mas, ele ainda é muito “verde”, como dizem no jargão político. Por tanto, o Cardoso pai, possivelmente, não terá coragem de listar o seu nome para essa disputa no próximo ano, embora no âmbito do seu partido, o PMDB, ele continue sendo um filiado, efetivamente, influente.

Só o poderio econômico e financeiro não resolve ou influencia um pleito eleitoral. Essa que é verdade, inclusive aplicada no caso do Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar. Sua candidatura ao Senado, no último pleito, foi um verdadeiro fiasco. Ele permanece filiado ao PMDB, mas para a disputa ao Governo de Minas em 2018, as suas chances seriam mínimas, mesmo porque, ele, ao participar do processo de 2014, demonstrou ser um péssimo orador, além de não conhecer bem o nosso Estado e, ainda por cima, não tem tempo de fazer política, requisitos básicos para quem deseja se embrenhar em busca de resultados nos pleitos majoritários.

Clésio Andrade

Clésio Andrade
Clésio Andrade evitar falar de política (Foto: divulgação)

Outro dublê de empresário e político é Clésio Andrade. Mesmo permanecendo na presidência da influente Confederação Nacional do Transporte (CNT), Andrade, envolvido em processos na Justiça, se viu obrigado a renunciar ao cargo de senador, título pelo qual havia lutado por anos a fio. Agora, segundo informações de pessoas próximas, ele não pretende se articular politicamente tão cedo. Ou seja, quando for elaborada a lista dos prováveis pré-candidatos a governador de 2018, podem deletá-lo, garantem fontes.

Petista de primeira hora, o deputado federal Patrus Ananias continua sendo referência no que tange a ética de bons costumes da política estadual. Mas, de acordo com informantes categorizados, suas chances de disputar o governo mineiro já ficaram para trás. A não ser que aconteça algo, realmente, de extraordinário que transforme o painel atual. No entanto, ele deverá seguir o mesmo caminho de Newton Cardoso: transferir seu cabedal político para o filho, no caso o vereador de BH, Pedro Patrus.

Consta nos bastidores que o ex-governador Alberto Pinto Coelho não pretende voltar ao posto. Mesmo permanecendo, ativamente, na política e, de acordo com fontes, ele faz parte de um grupo liderado pelo senador Aécio Neves. Porém, se depender de seu anseio, Alberto apoiaria o ex-presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro, para pleitear a vaga de titular do Palácio da Liberdade.

Se não acontecer alterações nesse quadro e diante da divisão interna do PMDB, o seu presidente e vice-governador Antônio Andrade estaria fadado a ficar fora da peleja no próximo ano. Também por motivos relacionados à Justiça, o ex-governador Eduardo Azeredo está descartado para esse mesmo cenário de busca de votos.