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Trekking é o esporte de aventura mais acessível da atualidade

Competições são realizadas em meio a natureza (Foto: divulgação)

Os patrimônios naturais do Estado se misturam entre cachoeiras, parques e montanhas. E se para muitos esses cenários servem de contemplação, para outros eles são ideais para ação, principalmente para os grupos que competem no Trekking – esporte que desenvolve toda prática de caminhada em meio a trilhas, estradas e matas.

O entretenimento deu origem ao Circuito Mineiro de Trekking, competição que leva vários grupos de aventureiros a disputarem a modalidade: “Enduro a pé” ou “Trekking de regularidade”. Ela se resume em realizar um percurso predeterminado pela organização, por meio de uma planilha de orientação, superando obstáculos naturais com o tempo mais próximo do ideal estabelecido.

A responsável pela organização do circuito, Thatiana Mathias explica que a prática é importante para o indivíduo, porque o esporte ensina coisas positivas. “As provas são feitas para que os participantes superem seus limites e, principalmente, saibam trabalhar em equipe”, afirma.

Acessibilidade
Thatiana conta que o entretenimento é muito procurado já que pode ser praticado por qualquer tipo de pessoa. “O Trekking de regularidade é o esporte de aventura mais acessível hoje em dia. A pessoa não precisa ter um bom condicionamento físico ou técnica. Temos um público de 12 a 65 anos participando das provas”.

O representante comercial, Hélio Martinez, é um dos cinco integrantes da equipe “Leão da Montanha”, que compete no circuito. “Eu não praticava trilha e nenhum outro tipo de esporte antes. Até um grupo de amigos decidir se juntar e formar a equipe. Comecei pelo lazer, mas, hoje, é uma forma que encontro de me exercitar um pouco”.

Martinez esclarece que, apesar de ser uma competição, a diversão toma conta das provas. “Nós ganhamos algumas, perdemos outras, entretanto competir não é o principal foco. O que acontece nos dias do circuito é uma fantástica união dentro das equipes”.

Natureza que ninguém vê

A organizadora do evento aponta que o circuito tem como vantagem a facilidade em desbravar lugares pouco conhecidos e explorados do Estado. “No campeonato, nós montamos uma estrutura de segurança para chegar em lugares onde os trilheiros não chegariam sozinhos. E nós damos uma importância muito grande a isso. Um exemplo é a próxima etapa do circuito. Será no Parque Serra Verde, vizinho à Cidade Administrativa, só que a maioria das pessoas desconhecem a existência desse lugar. Mas, também há ambientes muito conhecidos, como Ouro Preto”. 

Turismo
Além de tudo isso, as competições fomentam o turismo dos locais onde as provas são realizadas. Thatiana diz que a organização faz questão de contar aos participantes um pouco da história da localidade. “A gente se apega as curiosidades que as pessoas não conhecem, como, por exemplo, uma cidade que é conhecida como a capital dos doces, são sempre histórias assim”. 

Como competir

A equipe paga uma taxa no valor de R$ 60,00 por pessoa para a inscrição que deve ser feita no site do Minas Trekking, empresa responsável pelo evento (http://www.minastrekking.com.br/). A hospedagem durante a competição é de responsabilidade do competidor, porém a empresa consegue valores mais acessíveis para os grupos.

Roupas e acessórios

A equipe necessita de alguns equipamentos para estar apta a competir. Thatiana explica que eles são mais baratos que o de outros esportes de aventura, mas, mesmo assim, precisam ser escolhidos com todo o cuidado. “Para as provas, é imprescindível o uso de bússola, contador numérico, calculadora simples, canetas e cronômetro”.

Os trajes também precisam ser próprios para a atividade. “As roupas devem ser leves e confortáveis para absorver e, se possível, facilitar a evaporação da transpiração, claro que o clima necessita ser considerado. Além disso, os sapatos têm que ser confortáveis. As botas são as mais indicadas, pois oferecem segurança aos tornozelos. E, para finalizar, os bonés e chapéus são aliados para proteger do sol ou da chuva”.

Nat Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.