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Pesquisa aponta que apenas 56% dos brasileiros tem o hábito de ler

Em média, 2,54 livros são lidos por pessoa no país (foto: divulgação)

A leitura auxilia a compreender a realidade, trazer vivências e sentido às ideias, além de aprender culturas, histórias e hábitos diferentes daqueles que estamos acostumados. Porém, hoje, apenas 56% dos brasileiros tem o costume de ler, é o que diz uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL). Apesar de ainda ser pouco, o número cresceu 6% se comparado a última pesquisa feita em 2011 que apontou 50%.

A diretora da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Alessandra Lima, aponta que o hábito é muito importante para a formação do indivíduo como cidadão, porque é por meio dela que se desenvolve o senso crítico, a argumentação e a habilidade de comunicar. “Ler contribui na inclusão sociocultural do indivíduo e é fundamental para um maior entendimento do papel social de cada indivíduo”, explica.

Para ela, a leitura transforma as pessoas. “O ser humano é levado à reflexão e aprende a participar da sociedade que vive, se posicionando em suas questões cotidianas, tendo pleno exercício de cidadania e fazendo sua própria escolha. Tornando-se, assim, protagonista de sua história”.

O brasil lê?

Segundo dados, no Brasil, a média é de 2,54 livros por pessoa. Sendo que apenas 1,06 delas terminam a leitura.O livro mais lido no país é a Bíblia, preferência de 42% da população. O estudo mostra também que 77% da população gostaria de ler mais, contudo 43% desse grupo relata não ter tempo para o hábito. Por fim, 28% diz não gostar e 13% ser impaciente à leitura.

A estudante, Milla Silva, não faz parte dessa estatística, já que ela costuma ler, pelo menos sete livros por mês. Ela conta que seu hábito começou há 9 anos. “A leitura é como uma válvula de escape pra mim, pois consigo viajar para outros lugares e relaxar. Além disso, é algo benéfico porque aprendo novas palavras da nossa vasta língua”.

Alessandra diz que vários pontos poderiam ser mudados a fim de atrair mais público para as bibliotecas do país e, consequentemente, formar mais leitores. “Seria interessante criar políticas na área da leitura, literatura e bibliotecas para que se tenha garantia de investimentos regulares do poder público”.

Para ela, é de suma importância que o hábito seja mais acessível. “O valor do livro poderia ser revisto para que a leitura esteja presente nos lares e ao alcance de toda a população”.

Tecnologia x Livro

Para algumas pessoas, a internet e todas as novas tecnologias são ferramentas que afastam o leitor dos livros. Porém, Alessandra discorda e explica que, para quem já tem o hábito, o ciberespaço pode ser um aliado. “A internet agrega como mais uma forma de desfrutar de uma boa leitura. A compra de livros, por exemplo, se tornou mais fácil. O leitor do setor braile consegue ter acesso à literatura por meio de aplicativos, além do mais, as pesquisas e estudos são mais acessíveis. Por isso, não tem desculpa”, enfatiza.

Nat Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.