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Novidade no apito

O que sempre foi motivo de polemica entre torcedores, jogadores, dirigentes e jornalistas esportivos, vem aumentando e piorando a cada jogo. Falo do trabalho dos árbitros de futebol e seus auxiliares. É verdade que desde que inventaram o futebol e resolveram colocar um mediador no meio, a confusão só aumentou.

Portanto os erros que estamos engolindo por ai não é fato novo. Basta puxar pela memória ou rever arquivos para verificar a quantidade de erros cometidos pelas autoridades do apito. De forma especial contra os times mineiros a lista é extensa. Já perdemos uma infinidade de jogos e títulos por culpa exclusiva dos tais mediadores. Na linguagem popular, Atlético e Cruzeiro já foram garfados centenas de vezes. Outros clubes também reclamam.

Interessante notar que isto acontece nos grandes jogos, com estádios lotados e mil câmeras filmando. Imagina o que rola nas outras competições país afora, sem tanta cobertura da imprensa e presença de público.

Sempre ouvir dizer que errar é humano. O que é um fato. Mas no caso dos árbitros de futebol penso que é algo bem mais profundo. Longe de acreditar em desonestidade, maldade e outras coisas estranhas, prefiro pensar que a falta de preparo e estrutura são fatores primordiais para tantos equívocos.

Em geral, a turma da arbitragem faz é bico. Tem lá suas profissões e se viram para cumprir as escalas. Com tantos jogos e viagens, sobra pouco tempo para preparação física, técnica e psicológica. A maioria repassa as regras e regulamentos dentro do avião, ônibus ou no quarto do hotel. Frequentam academia quando dá ou fazem física por conta própria. Isto sem falar que ganham muito menos do que os jogadores. Na verdade são amadores dentro do milionário mundo do futebol.

Não estou defendendo ou arrumando qualquer tipo de desculpa para os apitadores, muito pelo contrário, mesmo porque o que tem de gente ruim de serviço no meio é brincadeira.

O certo é que passou da hora de uma mudança radical no setor. Tudo mudou, a transformação no futebol é impressionante. É mais profissional, mais veloz, mais tecnológico e muito mais rico. Na verdade se transformou numa indústria do entretenimento. Entretanto a arbitragem continua como nos tempos da bola de capotão.

Surge agora, uma tentativa de melhoria. Estou sabendo que a CBF está se organizando para lançar o projeto “Arbitro de Vídeo”. A ideia parece simples. Ao surgir uma situação duvidosa, entre algumas definidas pela FIFA, o tal árbitro de vídeo confere a gravação e orienta o arbitro central sobre qual decisão é a correta.

O projeto caminha a passos largos para ser utilizado no segundo turno do campeonato brasileiro do ano que vem. Os organizadores estão participando de vários encontros pelo mundo e os árbitros serão devidamente treinados. Além do Brasil a novidade será implantada na Alemanha, Holanda e Portugal.

Tomara que a iniciativa vingue e passe a ser utilizada de forma obrigatória em todos os jogos, dando transparência na decisão do apitador. Outros esportes já utilizam vários recursos tecnológicos com enorme sucesso. Pelo jeito o futebol começar a acordar do seu sono profundo.

Para terminar nossa saudação ao bravo time de vôlei masculino do Sada Cruzeiro. Com todos os méritos é um orgulho para o esporte mineiro, brasileiro e mundial. É uma alegria ver aquela garotada jogando. Detonam os maiores adversários com uma competência impressionante. É campeão de tudo. Nem juiz consegue atrapalhar. Parabéns.

 

*Presidente da Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE)